quinta-feira, 2 de junho de 2011

Medo de mãe

Hoje fiquei pensando sobre os medos que temos com relação aos filhos. Posso até dizer pânico, sem exagero. Antes de ser mãe, quando eu passava por alguma dificuldade eu tentava e resolver, tudo ficava certo e pronto. Agora, sem que eu tenha controle, fico pensando se os meus filhos passarem por essa situação será que eles vão conseguir resolver sem se machucar, sem sofrer. Penso ainda, que quero estar por perto para poder abraçar e dar o máximo de conforto que precisarem. 

Lógico que uma situação dessa é inviável e faz parte da vida. Então me peguei pensando que os meus pais devem ter passado por esse sentimento de querer proteger os filhos a qualquer custo. E da mesma forma que eu não vou conseguir, eles também não conseguiram. Mas, eles tentaram. Sem saber, tentarem me ensinar como resolver da melhor maneira cada situação, desafio, dificuldade. Modesta parte eu não sou do tipo que fica reclamando do mesmo problema diversas vezes. Até brinco que se contarmos o problema para pelo menos 10 pessoas diferentes, na décima vez o indivíduo que está contando a história não vai nem aguentar mais repetir e vai perceber que nem é tão grave assim.

Claro que já sofri e fiquei martelando, porque tenho que passar por isso ou aquilo. E sabe qual foi a lição que aprendi? Aprendi que precisamos passar por problemas, para valorizar o que vem pela frente. Sempre que passo por uma situação difícil, depois entendo o motivo de ter passado por aquilo e isso só me agrega. 

Então o que me conforta é mostrar isso para os meus filhos. Como? Não sei a resposta. Apenas colocando em pratica os valores que você teve com a sua família, agregado com o do seu marido, parceiro ou pai do seu filho. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Saudade da vovó

Para quem não sabe eu tenho a melhor mãe do mundo. Suponho que cada um ache isso da sua e tem mais é que achar mesmo. No meu caso a minha é especial porque até hoje ela me ajuda muito com os meus filhotes. E eu sempre parto do principio que vó não tem obrigação nenhuma de cuidar, apenas de curtir. Mas a curtição dela é dessa maneira e eu só tenho a agradecer. E não é só para mim que ela faz tudo que pode e não pode, meus irmãos, vó, tia, vizinho próximo, também recebem o tratamento VIP. Mas eis que um dia ela solta a novidade que recebeu um convite para acompanhar em cadeira cativa a beatificação do Papa João Paulo II. Para ela que a pessoa mais católica que conheço deve ter sido uma honra.

Ela ficou toda animada, mas dependia da aprovação do meu pai no quesito 'money'. Meu pai, que é meio estressado, mas no fundo um bom marido liberou a grana. Claro que antes fez dezenas de perguntas detalhadas (quem conhece o moço sabe com ele é minucioso) sobre o roteiro e minha mãe não sabia explicar nem 1/3 de cada questionamento. Na minha cabeça ela devia pensar 'eu quero ir sem saber para onde'. Pensei assim porque minha irmã e eu ficamos incentivando meu pai a acompanha-la na viagem. Sem que ele percebesse ela torceu a cara para gente com um gesto 'não, quero ir sozinha mesmo'. Então finalizamos a conversa dizendo 'pai melhor você ficar mesmo, essa viagem não tem o seu estilo e blá blá blá'.

Voltando porque pensei assim, é lógico que seria parecido com uma libertação não ter ninguém por perto. Ja que ela faz tudo para todo mundo e simplesmente não consegue falar não. Vale lembrar que eu não abuso da sua boa vontade, só faço pedidos (sem ser o fato dela ficar com as crianças enquanto eu trabalho) em casos extremos.

Ela foi e ficou 20 dias fora. Nesse período até que consegui me virar bem. Vamos aos pontos de aprendizagem: levei as crianças na natação e esqueci o básico, as bolsas com tudo dentro. Voltamos para casa com eles chorando; na outra semana levei tudo, mas esqueci de incluir na mochila os trajes íntimos (conhecidos como calcinha e cueca); e toda segunda-feira eu levava o lanche da escola para a moça que cuidou deles na ausência da minha mãe. E um belo dia eu esqueci completamente. rs

Agora vamos aos pontos bacanas: fiz janta quase todos os dias e o Leo e as crianças amaram. Os pequenos mesmo jantados repetiam a comida da mamãe. Fiz picanha com alho divina, batatas assadas no azeite com alecrim, frango indiano, o básico macarrão, entre outros.

E nesse período todos ficamos morrendo de saudade, mas eu estava mega-feliz pela minha mãe que teve a oportunidade de fazer uma super viagem ao estilo dela. Mas as crianças ficaram com o coração mais apertados que a maioria. Principalmente, a Marina que desde o primeiro ou segundo dia dizia para todo avião que passava 'deve ser a vovó indo para algum lugar'. Ja que além das cidades da Itália o roteiro da viagem incluia Espanha e França. O Gui a chamava dormindo e quase todo dia perguntava quando ela ia chegar. 

No dia das mães (primeira vez que passei longe dela) Marina foi a segunda a falar com a vovó. Bom ela só conseguiu dizer alô e chorar muito, mas muito mesmo e em meio aos choro repetia 'estou com muita saudade'. 

Finalmente, chega o dia da volta da vovó. E como não poderia deixar de ser,  o voo atrasou, ela pegou um mega-trânsito na marginal. Previsão de chegada, 8h30. Chegada oficial 11h. Como foi em plena segunda-feira eu não estava presente na hora, mas quem estava disse que por pura coincidência, ela chegou na hora que quase todos os netos estavam na rua. A Marina já foi dando o recado 'nunca mais fique tanto tempo assim'. Eu só a vi no final do dia, mas foi uma sensação maravilhosa poder abraça-la e dizer que era bom demais fazer esse gesto. Ela lógico retribuiu e eu já fui perguntando como os pequenos a tinha recebido. Ela respondeu que com saudade, mas que o abraço mais forte e demorado foi da Marina e Bia (minha sobrinha de 13 aninhos).

Agora, ela está serena e com uma cara diferente do tipo 'não me arrependo nem um pouco da viagem, mas ficar perto da família é ainda melhor e não tem  dinheiro que pague'. O melhor de tudo é que ela soube passar esse valor tão precioso para gente (meus irmãos e eu). E agora eu estou tentando passar para os meus filhos e espero que assim seja, para os netos, bisnetos....

sábado, 7 de maio de 2011

Dia das mães

Claro que me sinto especial todos os dias pelo simples fato de ser mãe. Desde que ouvi o coração da Marina o sentimento de amor materno (que é impossível de explicar, só sendo mãe mesmo) aflorou. Quando ela nasceu então, foi uma emoção.... que eu jamais vou esquecer, mesmo quando ela tiver 30, 40, 50.... Com o Gui, obvio, foi a mesma coisa, uma sensação incrível. Por isso não acho que a data do Dia das Mães deve ser comemorada apenas no segundo domingo de maio. 

Mas como é assim que funciona eu entro na onda. Tudo fica ainda melhor quando o filho entra na escola. A semana que antecede a grande data é uma delícia, todo dia tem algum cartãozinho ou lembrançinha feita por eles. Cheios de orgulhos eles entregam o mimo como se fosse o melhor presente do mundo. E de fato é. 

O dia da apresentação então, é o melhor. Não tem nada mais fofo que ver eles se esforçando para fazer o melhor que pode, mesmo que com certa timidez. E quando eles sem querer deixam escapar alguma surpresa. Essa semana mesmo o Gui meio que começou a cantar uma musiquinha e atenta fiquei escutando, ele logo se lembrou do recado da professora e disse "mãe é segredo, você não pode ouvir". A Ma, mesmo não sendo da educação infantil,  ainda faz apresentações. Tirando aquelas mães histéricas, que acham que só o filho dela é importante, vou sentir falta quando essa fase passar, por isso curto muito cada detalhezinho que seja.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Campanha #eusouassim

No dia seguinte da criação do meu blog eu o apresentei ao marido, pedi para ele ler e dar sua opinião. Eis que o moço me fala que a Marie Claire acaba de lançar uma campanha como esse mote "Eu sou assim". Tudo bem, confesso que as mulheres vão se identificar muito com o filme. Mas quero deixar claro que não copiei nada rs



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Passeio de escola

Ontem, Marina acordou sozinha por volta das 6h30. No dia anterior já tinha adiantado que seu eu escutasse o barulho do chuveiro não era para ficar preocupada, pois seria ela tomando banho. Toda essa animação tinha uma explicação, Marina tinha um passeio na escola. Antes ela pediu para ficar alguns minutos na minha cama e logo foi tomar o tal banho. Por volta das 7h30, ela estava prontinha, uniformizada e de cabelo penteada (claro que ela lavou o cabelo). Detalhe, o passeio era só as 12h.

Lembro até hoje que ficava do mesmo jeito, super ansiosa, quando tinha excursão no colégio. O engraçado é que tirando a vez que um passeio foi cancelado na hora que todos estavam na porta da escola devido ao mau tempo - nossa foi bem frustrante - a melhor lembrança dessas atividades extracurriculares eram a bagunça que faziamos no ônibus. Os passeios em si eu nem me lembro tanto, o gostoso mesmo era a sensação de sair sozinha, sem pai e mãe para controlar tudo que você faz. Não que os professores nos deixavam totalmente livres, mas é diferente.

Sendo assim, espero que a Ma, assim como o Gui, façam mais e mais passeios e fiquem com a mesma lembrança, de preferência tanto da excursão como do lugar. rs

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mãe jovem não é defeito

Resolvi criar esse blog para mostrar que ser mãe jovem tem vários lados positivos. Veja bem, não estou incentivando ninguém a ter filho com 15 anos. Eu mesma tive o primeiro com 21. Claro que a Marina, minha filhota, não foi planejada, mas como aconteceu, Leo (marido) e eu abraçamos a causa e até hoje tentamos ser os melhores pais do mundo dentro da nossa realidade. O que importa mesmo é que as pessoas não fiquem chocadas ao ouvir que tal pessoa teve um filho com idade X. Gente isso machuca para quem ouve. Tenho a impressão até que matei alguém de tão indignada que a pessoa fica. Agora, depois de quase oito anos, já nem ligo tanto, até respondo, isso tenho dois filhos (o outro pequeno é o Guilherme) e tá tudo certo.

O pior de toda essa situação é que a pessoa faz um julgamento sem nem te conhecer. Ok, a minha vida está exposta, em partes, porque todos sabem que tive filho cedo, mas e a sua. Você realmente é feliz dessa maneira?
Nesse tempo, desde que soube que estava grávida, casei e tive os pequenos, uma das principais lições que aprendi foi: não julguem as pessoas, faça isso apenas se sua vida for perfeita. Como isso é muito raro, quase impossível, não faça críticas de ninguém.